COMUNICADO
Cordel de Saia
O Blog Cordel de Saia idealizado e criado pela poeta de cordel, Dalinha Catunda, é direcionado à cultura popular, a mulher aparecerá como figura principal. Aqui receberemos democraticamente, homens e mulheres praticantes deste contagiante mundo encantado da Literatura de cordel. O blog tem também como função divulgar eventos relacionados a literatura de cordel além de descobrir e divulgar a mulher cordelista. Contatos: dalinhaac@gmail.com e rosariuspinto@gmail.com
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
COMUNICADO
sábado, 3 de janeiro de 2026
Se tem mulher no cordel / Você tem que respeitar. Mote Dalinha Glosas Joames
Você tem que
respeitar
*
Se tem
Dalinha Catunda,
Bastinha
Job, Josefina,
Marta
Betânia, Marina
E Dulce
Esteves profunda;
Rosário
Pinto que inunda
De emoção
nosso olhar,
Ivone Santos
vem dar
Mais
evidência ao plantel;
Se tem
mulher no cordel
Você tem que
respeitar.
*
Lindicássia
Nascimento,
Merecedora
de aplauso,
Faz cordel e
conta 'causo',
Eu, imitá-la
nem tento;
Jovelina tem
talento,
Rosa Regis,
potiguar,
Nascimento,
p'ra citar
Também temos
Isabel;
Se tem
mulher no cordel
Você tem que
respeitar.
*
Se temos
Cordel de Saia,
De calça ou
de cinturão,
Não vos faço
distinção,
Todos são da
minha laia;
Faço páreo
nessa raia
Sem com elas
disputar;
A todas vou
divulgar
Em palco,
tela ou papel;
Se tem
mulher no cordel
Você tem que
respeitar.
*
Mote de
Dalinha Catunda.
Glosas de
Joames.
Postando e agradescendo o poeta, escritor, cordelista e trovador, Joames que fez belas glosas homenageando as mulheres do cordel.
Obrigada poeta.
dalinhaac@gmail.com
domingo, 16 de novembro de 2025
DO CULTIVO DA SEMENTE BROTA NOSSA PRODUÇÃO.
DO CULTIVO
DA SEMENTE
BROTA NOSSA
PRODUÇÃO.
1
Amigos bateu
saudade
Das glosas
do dia a dia
Da rotina da
poesia
Que nos traz
felicidade
Gosto da
cumplicidade
De ver poeta
em ação
Testando a
inspiração
Medindo o
poder da mente:
DO CULTIVO
DA SEMENTE
BROTA NOSSA
PRODUÇÃO
Mote Dalinha
Catunda
Glosa
Dalinha Catunda
2
Na vida já fiz canteiro
Coloquei estrume dentro
Plantei cebola e coentro
Alho e pimenta de cheiro
Tinha horta em meu terreiro
Com melancia e melão
Milho abóbora e feijão
Juntava diariamente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA PRODUÇÃO
Mote Dalinha Catunda
Glosa Araquém Vasconcelos
3
Não pude deixar passar
Vendo Dalinha glosando
A vontade foi chegando
Decidi também glosar
No versejo popular
Foquei a minha atenção
Grato pela intenção
De ver brotar meu repente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA PRODUÇÃO
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Gevanildo Almeida
4
Que bom que voltou a prosa
Da nossa amiga Dalinha
Eu pensava que ela tinha
Deixado de lado a glossa
Que coisa maravilhosa
A rainha do sertão
fez meu pobre coração
Pulsar e ficar contente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA INSPIRAÇÃO.
Mote: Dalinha Catunda
Glossa: Jerismar Batista
.5.
É lindo ver o processo
Da mãe terra engravidar
E a semente perfurar
Seu ventre e gerar progresso
E também se ter acesso
Ao solo da inspiração
Que produz no coração
Poemas pra nossa gente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA PRODUÇÃO
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Ritinha Oliveira
6
Poetisas e poetas
De forma cadenciada
Na dança bem ritmada
De forma forte, discretas
Faz brotar formas seletas
No fruto da criação
Brota na gente, emoção
De jeito bem consequente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA INSPIRAÇÃO.
Rivamoura Teixeira
7
Minha verve é um pomar
Plantio de poesia
Zelo com sabedoria
Pra ver o verso brotar
Peço a Deus Pai pra orvalhar
A minha imaginação
Colho poema, canção
Pra armazenar mente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA PRODUÇÃO
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Jairo Vasconcelos
8
Bilac assim dizia:
É preciso trabalhar
Para o fruto maturar
E a colheita ser sadia,
Plantar é arte e magia,
Colher é satisfação
E assim, de grão em grão
A safra é o grande presente:
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA A NOSSA PRODUÇÃO.
Mote de Dalinha Catunda
Glosa de Bastinha Job
9
Dalinha, fico encantado
quando abraço seu versejo
que me enlaça feito beijo
sempre intenso e apaixonado.
Você com o seu reinado
da palavra em profusão
estimula à construção
deste meu verso insolente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA MINHA PRODUÇÃO.
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Émerson Cardoso
10
Comprei uma melancia
Lá na feira da Saúde
Reparti com quem eu pude,
Mas da parte que eu comia
O caroço que caía
Eu juntava com a mão
Pois seguia esse rojão
Já mirando lá na frente
DO CULTIVO DA SEMENTE
BROTA NOSSA PRODUÇÃO
Mote: Dalinha Catunda
Glosa: Giovanni Arruda
*
Poetas e poetisas, bem-vindos a continuação do: GLOSANDO
NA REDE COM DALINHA.
Há tempos de tempestades e tempos de bons ventos, os bons
ventos estão chegando e a cada sopro sinto um clima propício para a volta.
Espero continuar contando com os amigos e amigas dos
versos.
Quero parabenizar a cada um de vocês pelas glosas tão bem
desenvolvidas e agradecer a participação de todos.
Meu abraço a todos.
GLOSANDO NA REDE COM DALINHA é uma interação proposta por
Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Se tem mulher no cordel Você tem que respeitar. Glosas de Joames
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
SE FOI NOSSA TRADIÇÃO AO CHEGAR O CELULAR
Olá, amigos,
Obrigada
pela interação. Gostei muito das glosas de todos vocês. Foi ótimo a abordagem
do tema. Meu abraço a todos.
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
Mote de
Dalinha Catunda
.*
Nos tempos
de antigamente
O povo se reunia.
Contava
histórias, sorria,
Porém, hoje
é diferente.
Nas calçadas
nossa gente,
Não senta
pra conversar,
Não brinca
de adivinhar,
Nos
alpendres do sertão:
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Dalinha Catunda
*
É visível a
existência
Do antes
para o agora
logo no
romper da aurora
De rádio não
há frequência
Acabou a
audiência
Ví o seu
botão travar
E o nosso
dialogar
Virou essa
intervenção
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Glosa:Gevanildo
Almeida
*
Mas cadê
meus envelopes ?
Já se foram
meus bilhetes !
Meus florais
em ramalhetes,
Sumiram como
galopes.
Inté mesmo
aqueles dropes,
De menta pra
refrescar,
É difícil de
encontrar,
Sem ter
bodega e balcão ;
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO,
AO CHEGAR O
CELULAR.
Wellington
Santiago
*
Toda noite
no terreiro:
Eu pulava,
eu corria;
Eu cantava,
eu sorria
Ou abria um
berreiro,
Era assim o
ano inteiro;
Na mangueira
se atrepar,
Pegar frutas
e chupar,
Se banhar no
cacimbão;
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Arimatéa Sales.
*
Brincadeira
de criança
Era boneca
de pano.
Entrada de
cada ano
Mais crescia
a esperança.
O inverno
era a bonança
Na hora de
se plantar.
Às noites,
em nosso lar
De
histórias, contação.
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Chica Emídio.
*
Recordo saudosamente,
Do período
de outrora,
Emoção me
invade agora,
Me deixando
tristemente,
Às coisas de
antigamente,
Me comove,
ao recordar,
Para se
comunicar,
Por carta,
era solução,
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO,
AO CHEGAR O
CELULAR.
Joabnascimento
*
Tenho cartas
e postais
Correspondências
antigas
De paqueras
e de amigas
E o tempo
não volta mais
Classificado
em jornais
De livros
para comprar
Anúncios pra
namorar
Era grande a
diversão
"SE FOI
NOSSA TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR"
Creusa Meira
*
Brincadeiras
de crianças,
As conversas
nas calçadas
Em rodas bem
animadas
Atiçam
muitas lembranças
Progresso
trouxe mudanças
A gente tem
que pagar
E na saudade
evocar
Os tempos
belos de então:
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Bastinha Job
*
Com a
tecnologia
Distanciaram
a gente
As conversas
num batente
Ninguém ver
mais hoje em dia
Pois esse
bicho vicia
Mesmo
distante o lugar
Substitui
num piscar
Ninguém tá
ligando não
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Dulce Esteves
*
Do rádio
vinha o repente,
A viola a
embalar,
Nas rodas
pra se dançar
Cantoria era
frequente.
Agora o povo
ausente,
De cabeça a
digitar,
Perde o
tempo de sonhar
E cultuar a
emoção.
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Chico Fabio
*
Chegou a
tecnologia
Com força e
gosto de gás
Do baralho é
a carta ás
Para alguns
trouxe alegria
Pra outros a
nostalgia.
Muitos não
conseguem usar
Para se
comunicar
Através
desta invenção
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Vânia Freitas
*
Fofoqueiro a
moda antiga
Já perdeu a
validade
Devido a
velocidade
Da fofoca e
da intriga
Não adianta
fazer figa
Nem cruz
credo murmurar
Pra notícia
não chegar
Ôh
tecnologia do cão!
SE FOI NOSSA
TRADIÇAO
AO CHEGAR O
CELULAR
Kleber
Torres
*
O conto da
carochinha
As histórias
de vovó
O saci com a
perna só
Pega pega
amarelinha
A ciranda
cirandinha
Vamos todos
cirandar
Sereiazinha
do mar
A mãe preta
e o pai João
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
Araquém
Vasconcelos
*
Era no rádio
de pilha
Que música
boa se ouvia
Com a
notícia e a cantoria
Era nós
sintonizados
O povo era
informado
Com o rádio
sempre no ar
Para se
comunicar
Era a melhor
opção
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
Maria de
Lourdes da Silva
*
Do rincão
que fui criada
Eu tenho
rica lembrança,
Domingo era
uma festança
Alegrando a criançada;
Passa-anel,
roda ou queimada
Fazia o
tempo passar,
Mas hoje se
analisar
Chega aperta
o coração:
SE FOI NOSSA
TRADICIONAL
AO CHEGAR O
CELULAR
Nilza Dias.
*
No tempo de
antigamente
A calçada
reunia
Toda noite,
todo dia
Os amigos e
parentes
Pra trocar
notícias quentes
Fazer verso,
conversar...
Mas agora,
fofocar
Virou uma
obsessão
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
Giovanni
Arruda
*
Os bilhetes
perfumados
Dois nomes
em união
Escrito no
coração
Pra jamais
ser separados
Colegas
davam recados
Marcando pra
se encontrar
No banco do
patamar
Da igreja de
são João
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
Jairo
Vasconcelos
*
Carrinhos
feitos de lata
Contar
estrelas no céu
A corrida do
tetéu
Meu cachorro
vira-lata
Preá
entrando na mata
Pra fera não
lhe pegar
E uma noite
de luar
Servia de
inspiração
"SE FOI
NOSSA TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR".
Jerismar
Batista
*
Cartas com
endereço certo
Pra não
voltar e dá problema
A resposta
era um dilema
Tanto pra
longe ou pra perto
Na mercearia
do Alberto
Tinha ficha
para comprar
Cartão pra
telefonar
Até fila no
orelhão
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
Fco. de Assis Sousa
*
Temos o
mundo nas mãos
Quando
usamos o celular
Dá para tudo
pesquisar
Mas também
tem traição
Os dados
roubam em vão
Casamentos a
se cessar
Os filhos a
se viciar
Há herói e
há vilão
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
João Roberto
Coelho
*
Nos tempos
de antigamente.
Era tanta
brincadeira.
Coisa de
criança arteira.
A vida era
mais contente.
Tudo ficou
diferente.
Não sabemos
brincar,
Nem há tempo
para amar.
Vivemos na
solidão.
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO,
AO CHEGAR O
CELULAR!
Rosário
Pinto
*
Já não temos
mais a vida
que se havia
antigamente.
Hoje a vida
é diferente,
até parece
invertida,
degredada,
descabida,
sem mais jeito
de acertar
muito menos
demudar,
isso é minha
opinião…
FOI-SE NOSSA
TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR.
David
Ferreira
*
Pirueta na
amplidão
Sonho de
qualquer menino
Mas por
força do destino
SE FOI NOSSA
TRADIÇÃO
A rodada do
pinhão
Faz esse
mundo girar
Mas se
queres navegar
Dentro desse
mundo cão
Entrega te à
solidão
AO CHEGAR O
CELULAR.
Ésio Rafael
*
Hoje vejo
muita gente
Na cultura
dar reboque
Vem um tal
de tik tok
Tem um x sem
ser oxente
YouTube bem
frequente
E tem mais
pra atrapalhar
Não dá nem
para citar
Internet é a
opção
FOI- SE
NOSSA TRADIÇÃO
AO CHEGAR O
CELULAR
*
“GLOSANDO NA
REDE” é uma ciranda de versos que tem como proponente, a poeta Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com




